RESUMO
Os Regimes Próprios de Previdência Social – RPPS asseguram a proteção previdenciária dos servidores públicos e dependem do equilíbrio financeiro e atuarial para sua sustentabilidade. Contudo, a crescente judicialização tem impactado significativamente esses regimes, sobretudo no âmbito municipal, com decisões que geram efeitos financeiros relevantes e imprevisíveis. O presente artigo analisa tais impactos à luz da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal e da legislação previdenciária, concluindo que a judicialização constitui importante fator de risco atuarial, exigindo aprimoramento do planejamento, monitoramento jurídico e gestão integrada.
PALAVRAS-CHAVE: RPPS; judicialização da previdência; equilíbrio financeiro e atuarial;
jurisprudência previdenciária; gestão previdenciária.
1.INTRODUÇÃO
A previdência social é um relevante instrumento de proteção social no ordenamento jurídico brasileiro, compondo o sistema de seguridade social previsto na Constituição Federal de 1988. No âmbito da Administração Pública, essa proteção é assegurada por meio dos Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS), instituídos pelos entes federativos com a finalidade de garantir cobertura previdenciária aos servidores públicos titulares de cargos efetivos e aos seus dependentes.
A sustentabilidade desses regimes depende da observância do princípio do equilíbrio financeiro e atuarial, previsto no art. 40 da Constituição Federal, segundo o qual as receitas previdenciárias devem ser suficientes para custear os benefícios presentes e futuros do sistema. Entretanto, diante da dinâmica legislativa inerente às relações jurídico-administrativas, observa-se um aumento significativo da judicialização de questões previdenciárias, fato que tem gerado impactos relevantes na gestão dos regimes próprios, especialmente no âmbito municipal.
As decisões judiciais relacionadas, por exemplo, à paridade e integralidade, incorporação de gratificações de desempenho – especialmente nas carreiras fiscais e fazendárias – e à aplicação do teto constitucional, sem esgotamento da matéria, têm influenciado diretamente o comportamento das despesas dos regimes previdenciários, sobretudo quando tais determinações não estavam originalmente previstas no desenho normativo do regime ou quando resultam de interpretações, por vezes equivocadas, que ampliam direitos sem a correspondente previsão de custeio. Nesse contexto, o presente estudo tem como premissa de que a tutela jurisdicional dos direitos dos servidores configura elemento indissociável do Estado de Direito, devendo ser integralmente assegurada pelo Poder Público; todavia, a efetivação desses direitos deve observar os limites estabelecidos pela legislação vigente e pelos princípios que regem a gestão previdenciária, especialmente o equilíbrio financeiro e atuarial do regime.
2.O PRINCÍPIO DO EQUILÍBRIO FINANCEIRO E ATUARIAL
Previsto no artigo 40 da Constituição Federal, o princípio do equilíbrio financeiro e atuarial estabelece que os regimes previdenciários devem ser estruturados de modo a assegurar a compatibilidade entre receitas e despesas em curto e longo prazo. O equilíbrio financeiro refere-se à correspondência entre as receitas arrecadadas e as despesas suportadas pelo regime em um exercício ou período de curto prazo. O equilíbrio atuarial, por sua vez, projeta essa relação em perspectiva de longo prazo, a partir de estimativas
fundamentadas em parâmetros demográficos, econômicos e previdenciários, tais como expectativa de vida, reajuste salarial e comportamento contributivo dos segurados.
Dessa forma, a avaliação atuarial configura instrumento técnico essencial para o regime previdenciário, permitindo a identificação de eventuais insuficiências financeiras e orientando a adoção de medidas destinadas à preservação de sua sustentabilidade e solvência.
No âmbito dos RPPS municipais, essa problemática assume contornos ainda mais sensíveis. Isso porque, em regra, os municípios dispõem de menor capacidade arrecadatória e enfrentam restrições orçamentárias mais acentuadas, circunstância que, não raro, os tornam dependentes de aportes financeiros do ente federativo para a cobertura de eventuais déficits.
JUDICIALIZAÇÃO DA PREVIDÊNCIA PÚBLICA
A judicialização da previdência pública decorre, em grande medida, da complexidade inerente à legislação previdenciária, aliada ao limitado conhecimento acerca de seus institutos e regras de aplicação, bem como às divergências interpretativas quanto à incidência das normas constitucionais e infraconstitucionais que disciplinam a matéria. Outro aspecto relevante reside na tensão existente entre a efetivação de direitos reconhecidos e a preservação da sustentabilidade coletiva do sistema. A atuação do Poder Judiciário, ao reconhecer direitos subjetivos dos segurados, nem sempre considera plenamente
os efeitos sistêmicos dessas decisões sobre o equilíbrio atuarial do regime.
Embora tais decisões tenham por finalidade a tutela de direitos, sua aplicação pode ensejar impactos financeiros relevantes sobre os regimes previdenciários, especialmente aqueles de menor capacidade contributiva e financeira, como os municipais.
A crescente judicialização das questões previdenciárias envolvendo os Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS) tem evidenciado a recorrente utilização, pelo Poder Judiciário, de fundamentos jurídicos extraídos do Regime Geral de Previdência Social (RGPS) sem a devida observância das especificidades constitucionais, financeiras e atuariais inerentes aos regimes próprios. Em diversos casos, verifica-se a transposição automática de princípios, normas e entendimentos consolidados no âmbito do RGPS para os RPPS, desconsiderando que estes possuem estrutura jurídica distinta, vinculada à lógica contributiva e ao equilíbrio entre plano de custeio e plano de benefícios. Diferentemente do RGPS, cuja base contributiva é amplamente financiada por toda a sociedade e possui maior capacidade de diluição dos riscos sociais, os RPPS dependem de planejamento atuarial rigoroso, financiamento limitado ao ente federativo e aos respectivos segurados, além de regras específicas destinadas à preservação da sustentabilidade do sistema previdenciário. Nesse contexto, decisões judiciais que ampliam direitos sem observar tais peculiaridades podem gerar desequilíbrios estruturais incompatíveis com a natureza jurídica
dos regimes próprios.
Além disso, observa-se, em determinadas decisões judiciais, a indevida confusão entre benefícios assistenciais e previdenciários do RGPS como fundamento para concessões ou interpretações extensivas aplicadas aos RPPS. Tal fenômeno ignora que benefícios assistenciais possuem matriz constitucional diversa, fundada na proteção social desvinculada da contributividade direta, circunstância que não se compatibiliza com a lógica restritiva e atuarial dos regimes próprios.
A Emenda Constitucional no 103/2019 reforçou expressamente a necessidade de observância do equilíbrio financeiro e atuarial dos RPPS, consolidando diretrizes mais rígidas para concessão, manutenção e revisão de benefícios previdenciários. Assim, a adoção de interpretações judiciais dissociadas das premissas atuariais e das limitações constitucionais impostas aos RPPS compromete a estabilidade do sistema, transfere ônus financeiros imprevisíveis aos entes federativos e fragiliza a própria capacidade de manutenção dos benefícios previdenciários futuros, em afronta ao modelo de sustentabilidade consagrado pela reforma previdenciária.
Sem a pretensão de esgotar o conjunto de controvérsias jurídicas existentes, destacam-se algumas matérias que, com maior frequência, são submetidas à apreciação do Poder Judiciário e que apresentam relevantes repercussões na sustentabilidade dos regimes, dentre elas, evidenciam:
3.1. Reconhecimento da Paridade e Integralidade
A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal – STF desempenha papel basilar na interpretação e aplicação das normas que regem o direito previdenciário dos servidores públicos, notadamente no que se refere às regras de integralidade e paridade na concessão dos benefícios.
O reconhecimento desses direitos encontra-se condicionado ao cumprimento rigoroso
dos requisitos constitucionais previstos nas referidas normas, afastando interpretações
extensivas que ampliem indevidamente o alcance das regras de transição. Entretanto, em julgamento de Repercussão Geral do STF (Tema 1019), para ilustrar, foi reconhecido em favor de determinada categoria, com exercício de atividade de risco, o direito à aposentadoria especial com integralidade e paridade, sem observância às regras de transição das Emendas Constitucionais 41/2003 ou 47/2005. Exemplos como este evidenciam que a interpretação conferida pelo Poder Judiciário às normas previdenciárias exerce influência direta sobre a dinâmica de concessão e de cálculo dos benefícios no âmbito dos Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS), repercutindo não apenas na esfera jurídica individual dos servidores, mas também na sustentabilidade do regime previdenciário.
Assim, sob a perspectiva atuarial, tais entendimentos tendem a ampliar o custo estrutural do sistema previdenciário, na medida em que vincula a evolução dos proventos dos inativos à dinâmica remuneratória da carreira ativa, circunstância que gera impactos relevantes sobre o equilíbrio do regime.
3.2. Incorporação de Gratificações
Observa-se, no âmbito das demandas previdenciárias envolvendo servidores públicos, a
existência de decisões judiciais que deixam de analisar adequadamente a natureza jurídica das
gratificações e vantagens percebidas pelo servidor para fins de incorporação aos proventos de
aposentadoria.
Em diversos casos, parcelas de caráter transitório, precário ou vinculadas ao efetivo
exercício de determinadas funções acabam sendo incorporadas sem a devida distinção entre
verbas permanentes e temporárias, desconsiderando os critérios constitucionais e legais que
regem os Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS). Tal entendimento amplia
indevidamente a base de cálculo dos benefícios previdenciários e afasta a necessária
observância das regras de custeio e equilíbrio atuarial do sistema.
Além disso, é comum a adoção de decisões fundamentadas exclusivamente na existência de contribuição previdenciária incidente sobre determinadas parcelas remuneratórias para justificar sua incorporação aos benefícios previdenciários. Contudo, a mera incidência de contribuição não possui, por si só, o condão de transformar verba transitória em vantagem incorporável, sendo mais adequado, em hipóteses de recolhimento indevido, discutir eventual restituição dos valores contribuídos. A interpretação ampliativa que converte automaticamente contribuição em direito à incorporação gera impactos financeiros e atuariais relevantes aos RPPS, comprometendo o equilíbrio entre custeio e benefícios e ampliando obrigações previdenciárias sem a correspondente previsão atuarial.
Neste contexto, é que a incorporação de gratificações constitui tema recorrente na jurisprudência previdenciária. Neste particular, merece especial destaque a problemática relacionada à incorporação de gratificações de desempenho vinculadas ao exercício de atividades fiscais ou fazendárias. Essas gratificações, frequentemente instituídas com percentuais expressivos e concebidas como incentivo ao desempenho funcional, passam a integrar de forma permanente a estrutura remuneratória do servidor quando reconhecidas para fins previdenciários. Por conseguinte, elevam substancialmente o valor dos benefícios concedidos, ampliando o passivo previdenciário e impactando diretamente as projeções atuariais do regime.
Do ponto de vista atuarial, a incorporação dessas parcelas remuneratórias representa
fator potencial de expansão das despesas previdenciárias, na medida em que eleva o valor das
obrigações futuras do sistema sem que haja, necessariamente, correspondente incremento das
receitas contributivas.
Outro aspecto relevante refere-se à incorporação de gratificações sem a correspondente incidência prévia de contribuição previdenciária. Essa situação revela uma distorção estrutural no financiamento do regime previdenciário, na medida em que benefícios são calculados com base em verbas remuneratórias que não integraram a base contributiva do sistema ao longo da vida funcional do servidor. Em outras palavras, cria-se uma assimetria entre a base de financiamento e o montante das obrigações previdenciárias assumidas pelo sistema, circunstância que pode contribuir para o aumento do passivo atuarial e para a intensificação da dependência de aportes financeiros por parte do ente federativo.
3.3. Base de aplicação do Teto Constitucional
Outro tema frequentemente submetido à apreciação do Poder Judiciário diz respeito à
base de aplicação do teto constitucional aos proventos de aposentadoria e às pensões pagas
pelos regimes próprios de previdência social.
A controvérsia decorre, em larga medida, da necessidade de delimitação das parcelas remuneratórias que devem compor a base de cálculo para fins de aferição do limite remuneratório constitucional, notadamente diante da diversidade de verbas percebidas e de sua distinta natureza jurídica.
A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal consolidou entendimento no sentido de que o teto remuneratório previsto no artigo 37, XI, da Constituição Federal é aplicável não apenas à remuneração dos servidores em atividade, mas também aos proventos de aposentadoria e às pensões custeadas pelos regimes próprios. Todavia, a delimitação da incidência do teto constitucional tem suscitado significativas
controvérsias judiciais, em especial no tocante à distinção entre parcelas de natureza remuneratória e verbas de caráter indenizatório. A própria jurisprudência constitucional tem se orientado no sentido de que determinadas parcelas indenizatórias não se submetem ao teto constitucional, por não integrarem a estrutura remuneratória permanente do servidor, afastando-se, assim, de sua base de incidência.
Nesse espeque, decisões judiciais que reconhecem a exclusão de determinadas parcelas do cálculo do teto remuneratório podem resultar na elevação do valor dos benefícios previdenciários pagos pelos regimes próprios. Ainda que tais decisões se originem de controvérsias individuais, sua consolidação
jurisprudencial pode gerar efeitos expansivos relevantes, especialmente quando envolve carreiras públicas caracterizadas por elevados níveis remuneratórios ou pela existência de múltiplas parcelas acessórias na composição da remuneração.
A ampliação de interpretações judiciais que afastam a incidência do teto constitucional em determinadas hipóteses pode repercutir diretamente sobre o equilíbrio financeiro e atuarial dos regimes próprios, na medida em que eleva o montante das obrigações previdenciárias sem aumento nas receitas contributivas do sistema.
4.CONSIDERAÇÕES FINAIS
Diante do impacto potencial das decisões judiciais sobre a sustentabilidade dos Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS), torna-se fundamental a adoção de estratégias de gestão preventiva voltadas à mitigação dos riscos decorrentes da judicialização das demandas previdenciárias.
Nesse sentido, determinadas medidas institucionais revelam-se importantes, dentre as quais se destacam: o acompanhamento sistemático da jurisprudência dos tribunais superiores; a atuação integrada entre os órgãos de gestão previdenciária e as procuradorias ou assessorias jurídicas do ente federativo e a incorporação de cenários de risco judicial nas avaliações atuariais periódicas.
Para além disso, o fortalecimento da governança previdenciária e da segurança jurídica podem contribuir para reduzir o grau de litigiosidade das questões previdenciárias e promover maior estabilidade normativa e administrativa na gestão desses sistemas, sem, contudo, mitigar os direitos dos seus servidores.
A análise desenvolvida ao longo do presente estudo, sem a intenção de esgotamento das possibilidades existentes, evidenciou que as decisões judiciais possuem potencial para impactar diretamente o equilíbrio financeiro e atuarial dos regimes próprios, sobretudo no âmbito municipal cujas limitações orçamentárias e a dependência de aportes financeiros do ente federativo tendem a ser mais acentuadas.
Observa-se, ainda, que diversas decisões judiciais são proferidas a partir da análise de situações individuais, voltadas à proteção de direitos subjetivos de servidores ou beneficiários. Entretanto, tais decisões podem repercutir sobre a coletividade de segurados e sobre o equilíbrio atuarial do regime como um todo, evidenciando a tensão existente entre a tutela jurisdicional de direitos e a necessidade de preservação da sustentabilidade financeira dos sistemas previdenciários públicos.
Conclui-se, portanto, que a análise dos impactos dessas decisões, notadamente no âmbito dos regimes municipais, configura tema de elevada relevância para a governança previdenciária contemporânea, demandando abordagem multidisciplinar e o contínuo aprimoramento dos instrumentos de planejamento, transparência e responsabilidade, com vistas à preservação do equilíbrio financeiro e atuarial do sistema.
5.REFERÊNCIAS
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília, DF:
Presidência da República, 1988.
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. Jurisprudência. Brasília, DF. Disponível em:
https://www.stf.jus.br.

Aprovado em reunião do Conselho Municipal de Previdência do Servidor (COMPRES), será devolvido para pagamento de poupança e benefício de aposentadoria e pensão a taxa administrativa do Fundo Municipal da Previdência de Salvador (FUMPRES) no valor de R$ 25.000.000,00 (vinte e cinco milhões de reais). A devolução é o resultado de uma gestão eficiente e sustentável.
“A gestão responsável dos recursos do FUMPRES nos permitiu devolver esse valor tão expressivo de R$ 25 milhões aos beneficiários, reforçando nosso compromisso com a transparência e a sustentabilidade previdenciária. Esse valor agora retorna para fortalecer o pagamento de aposentadorias e pensões, garantindo mais segurança financeira para os servidores”, comentou o subsecretário da Fazenda e diretor da Previdência, Daniel Ribeiro.
Ressalta-se que o pedido de devolução foi deliberado pelo diretor do Regime Próprio de Previdência Social (RRPS) de Salvador e membro do Compres, Daniel Ribeiro, e aprovada pelos demais membros, durante a reunião do Conselho, que ocorreu no dia 22 de abril de 2026.
De acordo com o próprio FUMPRES, o valor devolvido será direcionado para o pagamento de benefícios, sejam eles de aposentadorias ou pensões, conforme previsto na Portaria MPS nº 1.467/2022 e autorizado pelo COMPRES.
O calendário de pagamentos dos servidores municipais de Salvador foi divulgado, nesta quarta-feira (7), no Diário Oficial do Município (DOM).
Confira o calendário e programe-se!

Em sua 8ª edição, o Seminário de Gestão de Ativos, Finanças Pessoais e Previdência Complementar acontecerá nesta sexta-feira (14), no auditório da Secretaria Municipal de Gestão (SEMGE), para os servidores da Prefeitura Municipal de Salvador (PMS). Desta forma, reforça o compromisso com a transparência e com a educação previdenciária dos servidores públicos.
Na oportunidade, o seminário vai apresentar como os recursos previdenciários do município são administrados, além de orientar os participantes sobre planejamento financeiro e sobre alternativas de previdência complementar.
Confira a programação:
Evolução do RPPS de Salvador (2017–2025)
Abertura com um panorama das principais mudanças ocorridas no Regime Próprio de Previdência Social de Salvador, destacando a evolução patrimonial do FUMPRES e as estratégias de investimento adotadas ao longo dos últimos anos.
Palestra sobre Finanças Pessoais
Apresentação dedicada à organização financeira pessoal e familiar, incentivando a adoção de práticas de planejamento financeiro pelos servidores, com foco em orçamento, controle de gastos e formação de reservas.
Palestra sobre Previdência Complementar
Conduzida pela MAG Seguros, a palestra detalha o Plano de Previdência Complementar do servidor municipal, esclarecendo sua importância para o acúmulo de recursos e para a construção de uma aposentadoria financeiramente segura.

Um olhar atento e cuidadoso à saúde do colaborador, idealizado pela Gerência de Informações e Projetos Estratégicos do FUMPRES (GEINP), o projeto +Saúde +Fumpres iniciou suas ações com o Relax Day — um dia dedicado ao relaxamento e ao cuidado com a saúde física e mental dos colaboradores que fazem do Regime Próprio da Previdência Social (RPPS) uma referência em excelência de gestão.
Realizado na última sexta-feira (25), o evento ofereceu diversos serviços, como vacinação, testes rápidos, aferição de pressão arterial, glicemia, aromaterapia, massagem, entre outros. À frente da iniciativa, a gerente Mirella Nobre destacou a grande expectativa em torno do sucesso da ação:
“Cerca de 70 colaboradores já passaram pela vacinação. Considerando que temos 100 colaboradores, mais da metade já compareceu. A expectativa é de que à tarde o movimento aumente ainda mais, já que teremos atração musical, massagens e expositores de produtos de beleza, tornando o evento ainda mais atrativo”, afirmou Mirella.

Ainda segundo a gerente da GEINP, a iniciativa foi muito bem recebida pelos participantes e deve se consolidar como uma prática permanente dentro da Previdência Municipal:
“Para nós da GEINP, que estamos desenvolvendo este projeto de saúde, é muito gratificante ver a adesão e a satisfação dos colaboradores. Na pesquisa de satisfação, o retorno tem sido muito positivo. Espero que possamos transformar o +Saúde +Fumpres em um objetivo estratégico do planejamento do FUMPRES”, completou.
Durante o evento, além das massagens relaxantes, foram sorteadas oito sessões de ventosaterapia e auriculoterapia, em parceria com o NUPICS do SAMU. Uma das contempladas, Mônica Galvão, colaboradora do Setor de Aposentadoria (SEAPO), descreveu a ação como:
“Uma demonstração clara de que a empresa se preocupa com quem trabalha aqui.”
O projeto +Saúde +Fumpres prevê ainda a realização de diversas ações ao longo do ano, sempre com o objetivo de envolver os colaboradores e proporcionar melhorias no ambiente e na rotina de trabalho.
O Fundo Municipal de Previdência de Salvador (FUMPRES) realiza, no momento da concessão de aposentadorias e pensões por morte, a verificação da acumulação de benefícios previdenciários, conforme determinado pela Emenda Constitucional nº 103/2019. Esta verificação é baseada nas certidões e declarações de benefícios fornecidas pelo INSS e outros órgãos competentes do domicílio do servidor ou requerente, no extrato previdenciário (CNIS), na declaração de não percepção de proventos de aposentadoria e acúmulo de cargos, na declaração de rendimentos, e no termo de opção pelo benefício mais vantajoso, os quais são exigidos durante o processo de aposentadoria e pensão por morte.
Confira o passo a passo dos documentos explicitamente previstos no rol taxativo da Instrução Normativa nº 07/2023, conforme descrito abaixo:
Aposentadoria

Pensão por morte: documentos obrigatórios a todos os dependentes

Documentos da condição de cônjuge/companheiro(a), art. 17 e 18, §2º:

A Instrução Normativa nº 07/2023 foi publicada no Diário Oficial do Município (DOM) nº 8.577/2023, em 14 de julho de 2023, e pode ser acessada através do seguinte link: https://previdencia.salvador.ba.gov.br/wp-content/uploads/2023/07/IN-nA%CC%82o.-07.2023.pdf
Além disso, após a análise dos documentos apresentados pelo(a) requerente e a verificação do acúmulo de benefícios realizada pelo Setor de Pensão (SEPEN), essa informação é registrada no Sistema de Gestão de Regime Próprio de Previdência Social (SISPREV).
No cabeçalho, deve-se selecionar o Radio Button “Acúmulo de Pensão? Sim ou Não”, conforme ilustrado a seguir:

Caso seja identificado o acúmulo de benefícios, será agendado um atendimento pessoal com o(a) requerente (cônjuge ou companheiro(a)) para informar sobre os valores de fixação dos proventos e preencher o “Termo de Opção” pela integralidade do benefício mais vantajoso, além do recebimento de um percentual dos demais, conforme demonstrado:

Vide termo de opção:

Relatório Técnico
Após a análise do acúmulo de benefícios e a elaboração dos cálculos, o setor responsável pela elaboração do Relatório Técnico (Setor de Pensão ou Setor de Aposentadoria) insere um tópico específico no documento, verificando a legalidade do acúmulo, o qual é vinculado à Gerência de Previdência, conforme ilustrado abaixo:
Relatório Técnico de Habilitação à Pensão:

Após a concessão, o FUMPRES, em caso de benefícios concedidos integralmente, e publicados no Diario Oficial Municipal, realiza a comunicação dos demais RPPS ou do INSS através de ofícios emitidos pelo Diretor de Previdência, vejamos:

Em continuidade ao acompanhamento, assegurando o cumprimento das restrições relativas à acumulação de benefícios previdenciários, conforme estabelecido pela emenda, durante o processo de recadastramento. Tal procedimento é realizado através da exigência da apresentação de certidões ou declarações de benefícios fornecidas pelo INSS e pelo Estado da Bahia, assim como, do extrato previdenciário (CNIS).
Com base nesses documentos, o FUMPRES pode verificar a existência de outros benefícios previdenciários vinculados ao CPF do(a) segurado(a)/beneficiário(a). A seguir, a Instrução Normativa 08/2023, que detalha os documentos exigidos para o recadastramento:

A Instrução Normativa 08/2023, publicada no DOM 8.653, de 07 de novembro de 2023, está disponível no link: https://previdencia.salvador.ba.gov.br/wp-content/uploads/2023/11/instrucao-normativa.pdf.

Por fim, há também realização de acompanhamento por meio de cruzamento de dados, em sede de auditoria, com ofícios encaminhados por demais Regimes Próprios de Previdência.

O Fundo Municipal da Previdência de Salvador (FUMPRES) reafirma seu compromisso com a inovação e o bem-estar dos segurados ao implementar, pelo segundo ano consecutivo, a Prova de Vida de forma automática, por meio do Sistema Nacional de Informações de Registro Civil (SIRC). Ressalta-se que a capita baiana foi uma das responsáveis por permitir a realização a comprovação de vida por cruzamento de dados perante o Ministério da Previdência. Essa iniciativa garante mais comodidade, segurança e eficiência para os 10.258 aposentados e pensionistas do município.
“Nossos aposentados e pensionistas são prioridade. Viabilizar a comprovação de vida de maneira automática, assegurando a continuidade dos benefícios sem burocracia, reforça nosso empenho em aprimorar os procedimentos do RPPS de Salvador”, destaca o secretário de Gestão interino e subsecretário da Fazenda, Daniel Ribeiro.
Ele ressalta ainda que, embora o processo tenha se tornado mais ágil com a tecnologia do SIRC, a Prova de Vida segue sendo obrigatória e essencial para a manutenção dos benefícios previdenciários.
Para a gerente de Previdência, Clarissa Aquino, a modernização do sistema representa um avanço significativo no atendimento aos segurados. “O FUMPRES não só investe em tecnologia, mas também fortalece o cuidado com aqueles que dedicaram anos ao serviço público de Salvador”, enfatiza.

O Fundo Municipal da Previdência de Salvador (FUMPRES) reafirma seu compromisso com a inovação e o bem-estar dos segurados ao implementar, pelo segundo ano consecutivo, a Prova de Vida de forma automática, por meio do Sistema Nacional de Informações de Registro Civil (SIRC). Ressalta-se que a capital baiana foi uma das responsáveis por permitir a realização a comprovação de vida por cruzamento de dados perante o Ministério da Previdência. Essa iniciativa garante mais comodidade, segurança e eficiência para os 10.258 aposentados e pensionistas do município.
“Nossos aposentados e pensionistas são prioridade. Viabilizar a comprovação de vida de maneira automática, assegurando a continuidade dos benefícios sem burocracia, reforça nosso empenho em aprimorar os procedimentos do RPPS de Salvador”, destaca o secretário de Gestão interino e subsecretário da Fazenda, Daniel Ribeiro.
Ele ressalta ainda que, embora o processo tenha se tornado mais ágil com a tecnologia do SIRC, a Prova de Vida segue sendo obrigatória e essencial para a manutenção dos benefícios previdenciários.
Para a gerente de Previdência, Clarissa Aquino, a modernização do sistema representa um avanço significativo no atendimento aos segurados. “O FUMPRES não só investe em tecnologia, mas também fortalece o cuidado com aqueles que dedicaram anos ao serviço público de Salvador”, enfatiza.
PROVA DE VIDA
A Prova de Vida, para aposentados e pensionistas, tem como base o Decreto nº 39.587/2024 e a Instrução Normativa nº 1647/2024. A prova de vida é, preferencialmente, realizada de forma eletrônica, com a possibilidade de agendamento para atendimentos presenciais, quando necessário.
Sendo o segundo ano consecutivo, em 2025, a Prova de Vida foi realizada de maneira automatizada, por meio do cruzamento de dados com o Sistema Nacional de Informações de Registro Civil (SIRC). Ademais, para o controle e a gestão eficaz do procedimento, o Sistema de Gestão Previdenciária (SISPREV) disponibiliza relatórios detalhados que são utilizados pelo Setor de Orientação e Cadastro (SEORI) para o acompanhamento.
Vale destacar que Salvador foi uma das cidades pioneiras na implementação dessa modalidade de comprovação de vida, que ocorre desde 2024 na capital baiana, possibilitada pelo cruzamento de dados junto ao Ministério da Previdência. Essa iniciativa traz mais comodidade, segurança e eficiência para os 10.258 aposentados e pensionistas da cidade.
Todos os decretos e as instruções normativas relacionadas aos beneficiários da Previdência de Salvador estão disponíveis no site oficial do FUMPRES, através do link: https://previdencia.salvador.ba.gov.br/legislacao2/.
Ressalta-se que, além das publicações do site institucional, os beneficiários também podem garantir informações sobre a comprovação de vida no Instagram oficial da Previdência.
ATUALIZAÇÃO CADASTRAL ONLINE
Com o objetivo de facilitar a atualização das informações dos segurados, o FUMPRES oferece um serviço online, disponível através do portal oficial: https://previdencia.salvador.ba.gov.br/atualizacao-cadastral/.
Por meio dessa plataforma, aposentados e pensionistas podem atualizar dados como estado civil, endereço, dados bancários, e-mail e telefone de maneira completamente digital. Esse processo proporciona mais comodidade, além de permitir a correção rápida e eficiente dos dados.
RECADASTRAMENTO PREVIDENCIÁRIO
Realizado no ano de 2023, o recadastramento anual do FUMPRES é também conhecido como Censo Previdenciário. Este procedimento foi formalizado pelo Decreto nº 37.693/2023 com o objetivo de garantir que todos os beneficiários do sistema previdenciário municipal estejam devidamente registrados e com informações atualizadas.
O recadastramento encontra-se regulamentado pela Instrução Normativa nº 08/2023, na qual constam os procedimentos e o rol de documentos necessários para a realização do procedimento. Confira clicando aqui.
Embora o recadastramento seja preferencialmente realizado de forma eletrônica, ele também pode ser realizado presencialmente, mediante agendamento prévio, se necessário. Ressalta-se que o recadastramento é uma etapa importante e indispensável para garantir a continuidade do pagamento dos benefícios e a integridade da base de dados.
SERVIDORES ATIVOS
A Prefeitura Municipal de Salvador, através do Diário Oficial do Município (DOM), instituiu o Censo do Funcionalismo Público, no decreto Nº 39.315 de 18 de outubro de 2024. Além disso, você pode acessar o censo do referido ano aqui.
Além disso, os servidores ativos, em caso de atualização de algum documento, são necessários abrir processo no e-Salvador anexando o documento que deseja atualizar.

A aposentadoria é um dos momentos mais aguardados de quem passa anos de sua vida trabalhando e contribuindo com seus serviços e com cerca de 10% do salário, seja através do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ou do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS). A partir dessa perspectiva, há o entendimento de que todo trabalhador possui a expectativa de vivenciar essa fase da vida – aposentadoria – de forma tranquila e segura financeiramente. Pensando nisso, que o Fundo Municipal da Previdência de Salvador (FUMPRES), localizado na Av. Joana Angélica, buscou promover atendimentos agendados para os servidores da Prefeitura de Salvador (PMS) sobre o Regime de Previdência Complementar (RPC), pelo CapitalPrev.
Para quem não sabe, o CapitalPrev é um plano de previdência complementar destinada aos servidores estatutários da PMS. O plano possibilita ao servidor, acumular reservas financeiras, para que no futuro, possa desfrutar de uma complementação na sua aposentadoria, além de se assegurar durante esse caminhar até a longevidade, em relação aos percalços da vida.
De acordo com o subsecretário da Secretaria da Fazenda (Sefaz) e diretor do Fumpres, Daniel Ribeiro, possibilitar esse atendimento dentro do FUMPRES é uma forma de facilitar o planejamento financeiro dos servidores ativos. “Planejamento financeiro garante uma aposentadoria muito mais tranquila e com o aproveitamento que os servidores tanto merecem”, ressaltou.
À reportagem, o consultor do CapitalPrev, Sandro Souza, reforçou a importância desse atendimento. “Nesse atendimento, apresentamos as regras de aposentadoria e a base de cálculos para os benefícios de Invalidez Permanente e Pensão por Morte. Atuando de forma individual para cada perfil de servidor e elaborando um planejamento ideal para o seu cenário. O atendimento também poderá ser realizado pelo formato de videoconferência, assim otimizamos questões de deslocamento e facilitando o atendimento para todos os servidores”, disse o consultor.
Vale ressaltar que os agendamentos para o atendimento são realizados no Salvador Digital > https://salvadordigital.salvador.ba.gov.br/servico/agendamento-previdencia-complementar43 <
Serviço:
Atendimento da Previdência Complementar agendado
Onde: Videoconferência ou presencial na sede do FUMPRES
Quais dias: Terças e quintas-feiras
Como agendar: Acesse > https://salvadordigital.salvador.ba.gov.br/servico/agendamento-previdencia-complementar43 <